1. natureza

    Flora

    No Parque, a flora de cada região relaciona-se com diversos factores, como o clima e a altitude. Até aos 1200m, a vegetação é bastante densa. Prevê-se que as florestas do Parque seriam originalmente dominadas por carvalhais  (Quercus). Ainda hoje é possível encontrar algumas áreas de floresta original, principalmente na Mata da Albergaria, Mata do Cabril, Mata do Beredo e Mata do Ramiscal. Tratam-se de zonas de reserva com acesso condicionado.

    Os bosques podem ser dividos em dois tipos de biótopos distintos: o bosque de carvalho alvarinho e o bosque de carvalho-negral. O primeiro ocorre em baixas altitudes, em vales quentes e abrigados. Aqui, para além do carvalho alvarinho (Quercus robur), encontram-se a gilbardeira (Ruscus lusitanica), o medronheiro (Arbustus unedo) e o azereiro (Prunus lusitanica), entre outros.

    O bosque de carvalho-negral ocorre em maiores altitudes, entre os 1200m e os 1400m, no chamado piso de montanha. Aqui, para além do carvalho-negral (Quercus pyrenaica), podem encontrar-se o mirtilho (Vaccinium myrtillus), o azevinho (Ilex aquifolium), o vidoeiro (Betula celtibérica e Bétula pubescens), o teixo (Taxus baccata) e o pinheiro. Acima dos 1400m subsistem o zimbro e os arbustos rasteiros.

    Fauna

    Quanto à fauna, a área do Parque é notável pela quantidade e diversidade dos animais dignos de interesse que nela se podem encontrar, tendo sido recenseadas 226 espécies de vertebrados protegidas pela Convenção de Berna, das quais 65 pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro Vermelho de Portugal.

    O garrano é um cavalo de pequeno porte que corre pelas serras do Parque e que não é estranho a quem o visita. Muitos deles já não são selvagens e pertencem aos aldeões, mas andam soltos pelas serras.  Subsistem também o javali, a raposa, o texugo, a lontra, o gato-bravo (Felis silvestris), a fuinha, o musaranho-dos-dentes-vermelhos (Sorex granarius), a marta (Martes martes) e o esquilo (Sciurus vulgaris). Há também espécies que têm vindo a desaparecer, como o lobo e o corço, para além do garrano.

    O lobo (Canis lupus), quase extinto em todo o país, ainda subsiste na Peneda-Gerês, embora com pouca representatividade.

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